terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Tijolo


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade seria como o metal que soa ou como o sino que tine" I Coríntios 13:1.
 
Um jovem e bem sucedido executivo dirigia em alta velocidade sua nova Ferrari.
De repente um tijolo surgiu e espatifou-se na porta lateral do carro. 
Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.




Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:

"Por que isso? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro. Aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?

"Por favor senhor me desculpe eu não sabia mais o que fazer!" Implorou o pequeno menino.
"Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local". Lágrimas corriam do rosto do garoto enquanto apontava na direção dos carros estacionados. 
"É meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e não consigo levantá-lo". Soluçando o menino perguntou ao executivo:
"O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim".

Movido internamente para muito além das palavras o jovem motorista engolindo um imenso nó dirigiu-se ao jovenzinho colocando-o em sua cadeira de rodas.
Tirou seu lenço limpou as feridas e arranhões verificando se tudo estava bem.

"Obrigado! E que Deus possa abençoá-lo!". Agradeceu a criança.
O homem viu então o menino distanciar-se...  Empurrando o irmão em direção a casa...

Foi um longo caminho até a sua Ferrari... Um longo e lento caminho de volta...

Ele nunca mais consertou a porta amassada.

Deixou-a assim para lembrar-se de não ir tão rápido pela vida que alguém precisasse atirar um tijolo para obter a sua atenção...

"Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando não temos tempo de ouvir ELE tem de jogar um Tijolo em nós".

Autor Desconhecido

(Historinha contada dias 24 e 25 de setembro de 2011 no XXVI Domingo do Tempo Comum)

domingo, 18 de setembro de 2011

Amigos


Um grupo de amigos que morava num morro próximo a praia foram passar o sábado na praia. O dia estava muito bonito e o sol convidativo a um bom mergulho no mar. Depois de um bom banho resolveram jogar uma partida de futebol.
Um dos amigos aquele dia ficou em casa, pois tinha alguma coisa do trabalho para terminar. Durante um intervalo ele vai até a frente de sua casa para ver seus amigos, já que de sua casa dava para ver bem a praia. Eles todos lá, felizes, jogando... Ele olha no horizonte e se assusta: Estava vindo um tsunami na direção da praia.
E agora, como avisar os amigos. Tenta gritar com eles, mas a distância é grande e ninguém ouve. Então tem uma idéia: Entra em sua casa e coloca fogo nela.
Quando os amigos veem o fogo na casa do amigo, dizem: vamos lá para ajudar nosso amigo, senão ele perderá a sua casa. Mas alguns disseram. O morro é alto e a praia está tão boa. Nós ficaremos.
Aqueles que subiram para ajudar o amigo salvaram suas vidas e os que ficaram na praia morreram com o tsunami.


(Historinha contada dias 17 e 18 de setembro de 2011 no XXV Domingo do Tempo Comum) 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Católicos, Voltem para casa!

O Perdão



Ela se chamava Maria e tinha uma chefe terrível. Quando Maria chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta: "por que não chegou mais cedo?" 



Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos. 
Era uma mulher má. Implicava com tudo. Até que um dia Maria se cansou e decidiu se demitir. 

"Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade", foi o que pensou. 
Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a Dra. Elizandraque a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde. 

"Não posso", foi a sua resposta. "tenho expediente a cumprir." 
"Por que não?" 

Maria falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a Dra. Elizandra lembrou que pior a situação não poderia ficar. 
Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo. 

Maria lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. "O perdão é bom para você", falava a Dra. "Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem." 
"Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele." Ao final do treinamento, Maria concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça. 

No dia seguinte, tomou uma resolução: "não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto." 
Maria chegou e cumprimentou: "olá." 

A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Maria falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde. 
A reação veio logo: "você está me convidando só para eu não reclamar de você?" 

"Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá." 
E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção. Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café. 

Acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia.    Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Elizandra a respeito do perdão.


_____________________________________________

Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio. 



Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo. 
Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. 

Nosso maior exemplo é Jesus. Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos. Por essa razão, dignos de perdão. 
E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa. Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam. 
Só o bem permanece para sempre.





Autor Desconhecido

(Historinha contada dias 10 e 11 de setembro de 2011 no XXIV Domingo do Tempo Comum)  

sábado, 3 de setembro de 2011

A Ponte


“Ajudai-vos uns aos outros...
e deste modo cumprireis a lei de Cristo”
(Gal 6,1)




Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um rio, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos, ao final de cada dia, percorriam uma estreita, porém comprida estrada, que corria ao longo do rio para poderem atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro.

Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu alguém bater à sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão.

¾ Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali.

¾ Sim! Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho; na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.

¾ Acho que entendo a situação. Certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir a cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca. Em seu lugar estava uma ponte, feita de tábuas de madeira e troncos de árvore, ligando um lado do riacho ao outro.



Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou:

¾ Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!

No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.

¾ Espere, disse o mais velho, fique conosco por mais alguns dias. Tenho muitos outros projetos para você.

E o carpinteiro respondeu:

¾ Adoraria ficar. Mas tenho muitas outras pontes para construir.

Autor Desconhecido

(Historinha contada dias 3 e 4 de setembro de 2011 no XXIII Domingo do Tempo Comum)